O Interney colocou no blog dele um post sobre as credenciais de imprensa para blogueiros no Campus Party 2009, perguntando quais deveriam ser os critérios. Foram apresentados quatro: audiência, pagerank, experiência e concurso cultural. Eu não concordo com nenhum deles. E como o próprio sugeriu, escrevo este post para colocar a minha opinião.
Projetos – Eu acredito!
Em alguns anos como publicitário, mais trabalhei como jornalista do que como qualquer outra coisa, e em várias áreas como TV, rádio, impresso e por um bom tempo, como multimídia, sendo o único funcionário da Assessoria de Comunicação de uma prefeitura. E se tem uma coisa que nunca muda em nenhum desses trabalhos é a necessidade de planejamento.
Da primeira vez que tu esquece a bateria extra da câmera de vídeo, tu quer te matar. Quando o teu colega esquece a fita da câmera de vídeo, tu quer matar ele (casos reais). Mas o pior de tudo é chegar no lugar e não saber o que fazer.
De que adianta ter o material, as pessoas e não ter objetivos? “Cobrir o evento” é algo muito vago. Por isso, acredito que seja necessário, para que essas credenciais sejam distribuídas de forma justa e útil, a apresentação de projetos dos candidatos a elas.
Apresentar projeto x concurso cultural
Já trabalhei em uma ótima empresa de Marketing Promocional, e aprendi que muitas pessoas (muitos profissionais da área), se enganam quando querem fazer um concurso cultural. Caso seja feito um concurso cultural, através de um post que descreva a maneira que o blogueiro fará a cobertura, o principal a ser avaliado não será a descrição de suas ações, mas a relevância cultural de seu texto. Isso está na lei que regulamenta qualquer tipo de promoção.
Sim, existem leis que regulamentam promoções, elas devem ser registradas. Acredito que a Caixa Econômica Federal continue sendo quem cuida disso.
E um post, mesmo que se enquadre como concurso cultural, não assume objetivos. Portanto, a forma de julgar, será muito subjetiva. Às vezes, quem escreve o melhor texto, não faz a melhor cobertura, e os jurados podem se encantar com um texto bem escrito, que foi criado por uma situação ficcional (a possibilidade de cobrir o evento, não é a mesma coisa que cobrir o evento).
Por isso, acredito que a melhor forma, é que a organização crie objetivos, como por exemplo, o número de posts mínimo, alguma coisa a ser feita além (como, por exemplo, além dos posts, quem fizer a cobertura deverá entrevistar uma pessoa), e outras coisas mais. O importante é que o participante deverá se comprometer. Aí ninguém poderá acusar alguém de fazer festa e, pra justificar a cobertura, simplesmente colocar um “resuminho” do evento. Bem, a não ser que a pessoa faça isso.
Mas esse projeto não serviria para engessar ninguém. Como ele vai cumprir esses objetivos fica por conta dele. E é isso que a pessoa apresentará no projeto: como vai cumprir os posts obrigatórios? Que formato? Como será a entrevista? Com quem? O que, além dos quesitos obrigatórios, a pessoa fará? Então, a partir desses dados, os responsáveis terão informações suficientes para tomar a decisão correta.
Pois essas credenciais gratuitas podem ser a oportunidade de pessoas que não poderiam pagar os 150 reais, mas tem boas idéias.
























Como bom porto-alegrense, chega Julho (mais ou menos), e eu começo a juntar cada centavo. É o início de uma economia quase psicótica e desesperada, cujo objetivo é um só: gastar o máximo possível na Feira do Livro.
